
Os mecanismos de suporte do conhecimento e da informação sofreram um incremento de proporções excepcionais com a popularização da utilização dos meios tecnológicos informáticos. A “escrita”, ferramenta por excelência, apanhou a boleia e retirou dela as maiores vantagens. A produção de informação atinge, nos nossos dias, uma quantidade incapaz de proporcionar uma assimilação eficiente e de suscitar no “consumidor” uma consciência crítica e liberta.
Numa primeira análise, é perfeitamente legítimo olharmos para o mundo virtual da internet e perspectivá-la como uma ferramenta extraordinariamente útil na esfera da comunicação e informação.Numa perspectiva mais aprofundada, o “EPIC 2014” mostra uma visão muito sinistra do futuro da internet, um futuro onde somos observados a todo o momento (retirando-nos a privacidade a que temos direito).
A evolução deste mundo sintético, desde 1989, a criação da World Wide Web (www) até aos dias de hoje, tem-se vindo a revelar numa profunda dependência do homem face à “máquina”. Tornámo-nos numa espécie de “netaholic”.É esta correlação, que não nos deixa abstrair deste sistema que nos empurra a todos numa mesma direcção.É necessário perspectivar este cenário por cima, para que nos consigamos abstrair deste sistema e assim ser possível olhar para esta máquina como algo que nos manipula e que nos retira autonomia e liberdade.
Um dos grandes paradoxos aqui presentes, diz respeito ao facto de que o poder que a máquina possui, é da nossa inteira responsabilidade. São milhares de indivíduos como nós que todos os dias alimentam a máquina, através da informação que, eles próprios, lá depositam. Parece que estamos na era em que a máquina deixa de estar ao nosso serviço e nós passamos a estar ao serviço “dela”.
Aqui estão alguns exemplos de filmes relacionados com a temática abordada acima:
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