segunda-feira, 15 de junho de 2009

"Se a tecnologia educativa é a resposta, Qual é a pergunta?"



A escolha que o grupo fez recaiu no livro: "Currículo e tecnologia Educativa – Volume I", da autoria de João M.Paraskeva e Lia Raquel Oliveira. O presente livro foi escolhido com unanimidade devido à enorme relevância que este tema acarreta em contexto educativo.

“Será a tecnologia educativa a saída para a crise da educação e do currículo?”,”De que forma a tecnologia educativa responde, ou não, aos problemas de fundo da escolarização pública, em Portugal?”

Para responder a estas questões o autor apoia-se em quatro convenções: as políticas neo-liberais, o ensino doméstico, a relevância dos conteúdos curriculares, e por fim, a “outra concepção de escola”.

O autor pretende analisar quais foram as consequências deste bloco hegemónico ao nível das políticas sociais, nomeadamente a escola. As políticas de carácter neoliberais (anos 70/80), tentam reformular ou dar novo sentido a valores como a justiça social e liberdade, dando lugar ao mercantilismo. Assumem portanto novas concepções, novas identidades tendo um carácter mutante. As instituições escolares passam a ser vista como “eficiência, produtividade e o conhecimento como uma mercadoria”.

Surge nos E.U.A (anos 90), uma nova corrente de ensino, as Charter School (escolas cooperativas) onde se promovia o desenvolvimento igualitário tanto a nível de oportunidades, como de direitos. A nível profissional pretendia desenvolver nos professores iguais oportunidades de trabalho e de progressão na carreira.

Neste período, emerge o reviver do Homeschooling (ensino em casa), pressupõe uma mudança face à escola. Esta concepção defende que os pais podem não estar preparados para enfrentar, e desenvolver a mudança necessária. Questiona-se, até que ponto será proporcionado o desenvolvimento das capacidades sociais, físicas e cognitivas da criança? Por outro lado, uma das vantagens é que a casa é um lugar onde a criança se sente segura, onde se podem proporcionar uma aprendizagem contextualizada.

Segundo Holt, pressupõe-se um unschooling, na medida em que a escola cortava a liberdade, e a natureza da criança. Segundo Pareskeva,“ O essencial deste género de aprendizagem é que ela se torna significativa para a criança.”

Realça-se o lado oposto da moeda, até que ponto será este processo vantajoso? A criança aprende ao seu ritmo, no entanto, pode tornar-se arriscado, a família orientar a sua aprendizagem, de acordo com princípios e valores que se regem. Consequentemente a criança perde a socialização inerente ao “mundo escolar”, a interacção com o outro.

Se o homeschooling surge também numa perspectiva de lutar contra as desigualdades provocadas pelo sistema de ensino, devemos ter em conta, que ao colocarmos os materiais acessíveis on-line estes poderão não ser trabalhados ou aproveitados do melhor modo.

Evidencia-se a relutância, a persistência e a emergência em formar pessoas capazes de processar, transformar e recolher informação de forma correcta. A relação professor - aluno que tanto é discutida nos dias de hoje, até que ponto será essa relação prejudicial? É unânime que a orientação de um professor num currículo formal é determinante, bem como, o fomento para a descoberta. Porém, poderão desencadear-se ainda mais desigualdades a todos os níveis.

Na era da globalização, em que é inquestionável o poder educativo das TICE, mas em que se sabe também que esse potencial depende do modo como professores e alunos as inserem no processo didáctico, parece importante lembrar que a tecnologia só faz sentido se usada com intencionalidade, ou seja, se correctamente integrada na concepção e desenvolvimento de todo um projecto curricular.

Fonte:Paraskeva, J. (2006). Se a Tecnologia Educativa é a Resposta qual é a Perguta? in Paraskeva, J. & Oliveira, L. (org.), (2006). Currículo e Tecnologia Educativa. Lisboa: Edições Pedago, Lda, Cap.3: pp – 67/65

A Metragem da Minha Vida







Sinopse: Procuro na 7ª Arte, o refúgio capaz de me transportar, para uma dimensão de novas sensações...uma alternativa ao mundo que todos os dias nos ludibria com a beleza efémera e superficial das coisas.

Reflexão crítica: A realização deste podcast foi sem dúvida uma grande surpresa, na medida em que foi o momento de avaliação do 2º semestre (tendo em conta todas as outras unidades curriculares) mais trabalhoso e ao mesmo tempo o que mais entusiasmo me proporcionou.
O principal obstáculo prendeu-se com o facto de eu ter apenas um minuto para definir um aspecto identitário da minha personalidade.
O facto de de ter de selecionar um aspecto, que de alguma forma mostrasse algo que fizesse parte do meu dia-a-dia mas sem necessariamente me expor, constitui o segundo obstáculo na elaboração deste diaporama.
Contudo, tive a oportunidade de aprender um pouco mais sobre software de tratamento de imagem e vídeo, nomeadamente Avide Media Composer, e ainda a pssibilidade de relembrar o cinema desde a minha infância até aos dias de hoje e o seu contributo na construção da minha individualidade.

Podcast Identitário - Sandra Costa


As Minhas Viagens



Argumento:
O meu podcast identitário baseia-se numa junção de fotos de viagens que já fiz, pois viajar faz parte de mim e faço tenções de o continuar a fazer. Razão pela qual referi algumas das viagens que tenho planeadas para um futuro próximo.

Reflexão Crítica:
Os aspectos negativos que posso referenciar são o facto de ter de reduzir o filme a apenas 1 minuto e a difícil escolha das fotos a pôr no filme. E os aspectos positivos serão talvez a nostalgia de relembrar as viagens passadas e a diversão que me proporcionou fazer o filme.

domingo, 14 de junho de 2009

Reflexo de PESSOA






Inspirada no inigualável Fernando de Pessoa, num dos seus poemas, "Posso ter defeitos", julgo ser o mote ideal para o trabalho que nos é proposto. Sendo um podcast que nos identifique de qualquer forma, este poema fala-nos do valor que atribuimos às coisas mais simples da vida, da importância que estes devem ter no nosso quotidiano. Do tão pouco que precisamos para sermos felizes. Da forma como encaramos as vicissitudes da vida, e como através destas podemos construir como pessoa. Pretendo com este podcast passar a mensagem que por vezes falta-nos ser um pouco mais de "PESSOA".


Cabe a cada um de nós fazer a interpretação e deliniar os seus próprios percursos, atendendo que os obstáculos são uma constante e o futuro uma incerteza, não sendo ninguém dono de uma só verdade, devemos procurar entender a complexidade da verdade de cada um de nós. Já dizia o poeta "Se eu te pudesse dizer, O que nunca te direi, Tu terias que Entender aquilo que nem eu sei." Fernando Pessoa.


Dois pontos positivos: Maior e melhor manuseamento de novos programas, nomeadamente o Movie Maker, criação de algo que me deu bastante prazer em elaborar.


Dois pontos negativos: Algumas dificuldades em trabalhar com os programas e a dificuldade de escolha do que queria apresentar.

Muito por dizer...

Domingos Mendes - Podcast identitário


Mutações

Da proposta: No início, caiu como uma grande incógnita: "Pod o quê? Que raio é isso?". Fiquei aterrorizado! Trabalhei durante anos em vídeo, mas, nessa altura, tudo era de "raíz" (ainda que o resultado seja o mesmo!): os planos, enquadramentos, panorâmicas, as câmaras, os vídeos, as mesas de mistura... Nem seria tanto pelo facto de ser um vídeo identitário e ter somente um escasso minuto: É A FORMA COMO CONCEBO A IMAGEM E A SUA REPRESENTAÇÃO! Confrontado com as virtualidades das novas tecnologias, tive de pedir auxílio para perceber como conseguir fazer aquilo a que me propunha...


Argumento: Et voilá! Todos somos eternos mutantes na vida! E esta foi a linha condutora para a realização deste podcast. Falar dos "eus" e das formas destes, em sucessivos quadros de mutações...ou não!

domingo, 26 de abril de 2009

Breves pesquisas na Internet sobre Software livre, direitos de autor e plataformas de gestão da aprendizagem



Segundo a definição da Free Software Foundation, Software livre é qualquer programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado, modificado e redistribuído sem nenhuma restrição. É o mesmo que falarmos de Open Source (Código Aberto), embora este fosse criado pela OSI. Os software livres mais conhecidos são os Sistemas Operacionais (ex: GNU/Linux), no que respeita aos Aplicativos, encontramos por exemplo, os Navegadores Web: FireFox, Konqueror e Google Chrome, os Processadores de texto: OpenOffice.org Writer e AbiWord, e por fim, Educação à distância a Moodle.
Lançado em 2001 por Lawrence Lessig, Creative Commons (CC) pode designar-se um conjunto de licenças padronizadas para a gestão aberta, livre e compartilhada de conteúdos e informação. Com uma licença CC podemos utilizar obras de outros autores sem lhes pedir autorização. São perpétuas e gratuitas.
Em 1984, Richard Stallman inicia o Projecto GNU (General Public License), cujo objectivo é criar um sistema operacional livre, que qualquer pessoa teria direito de usar, modificar e redistribuir, através do código fonte do programa. É a licença com maior utilização por parte dos projectos de software livre.
Martin Dougiamas cria em 2001 o conceito Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Enviroment) é um software livre de apoio à aprendizagem. É um sistema de administração de actividades educacionais destinado à criação de comunidades on-line, em ambientes virtuais voltados para aprendizagm colaborativa. O programa é gratuito e pode ser instalado em diversos ambientes (Linux, Unix, entre outros).

sábado, 25 de abril de 2009

O contexto institucional da UM


A internet tem evoluído muito ao longo dos tempos, e as instituições escolares são grandes beneficiadoras de tal. A UM não é excepção. Esta acompanha a evolução da internet que facilita o contacto entre docentes,alunos e funcionários da mesma. Há uma grande necessidade de comunicação constante entre todos os elementos da Universidade e para tal a UM adaptou-se, actualizando o seu sistema consoante o avanço da internet. Adoptou várias opções como a Iniciativa Campus Virtual, RepositoriUM, Laboratórios Virtuais e Repositórios de E-conteúdos (e-learning).
Uma oportunidade que a UM facilitou dentro do Campus de Gualtar e Azurém foi a implantação de uma rede Wi-Fi em todos os espaços da universidade. Também adoptou uma plataforma, designada actualmente por E-learning, onde os docentes transmitem informações da unidade curricular e os alunos suportam uma conta pessoal, a qual pode ser consultada a qualquer instante e lugar.
Por fim, um serviço bastante importante para os elementos da Universidade do Minho, o RepositoriUM criado em 2003 facilitou o acesso dos alunos à requisição e actualização de livros nas bibliotecas existentes em toda a universidade. Tem como principal objectivo armazenar, preservar, divulgar e dar acesso à produção intelectual, reunindo num único local um vasto conjunto de publicações científicas.

Ambientes Virtuais


O termo software social foi popularizado em 2002 e, na sua forma mais usual, significa uma gama de programas de software baseados num funcionamento em rede. Os programas permitem aos utilizadores interagir e partilhar informações com outros utilizadores através de redes de relacionamento. Contudo nem todos os processos efectuados têm um propósito social, tal como os processos relacionais directos entre seres humanos. A finalidade destas redes poderá ser, além de pessoal, profissional. Assume definitivamente um papel de extrema importância nos dias de hoje! Esta mediação das comunicações por computador tornou-se muito popular através de sites sociais como o MySpace, Hi5 e o Facebook, de informação como o YouTube e sites comerciais como o Amazon.com e o eBay. Muitas destas aplicações possuem características que nos permitem enviar arquivos, organizar a informação, jogar, etc. Mais especificamente o termo software colaborativo (ou groupware) aplica-se a sistemas de informação partilhada (Wikipédia, por ex.) que permitem a edição colectiva de informação de forma natural e evolutiva através de uma tecnologia simples e acessível sendo, em geral, estritamente aplicado ao software que permite a utilização de funções de trabalho colaborativo (trabalho em grupo).

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Linha Temporal - EPIC 2014





quinta-feira, 23 de abril de 2009

É o melhor e o pior dos tempos


Baseados nos filmes “EPIC 2014”, “The machine is us” e no depoimento de José Saramago em “A janela da alma” perguntamos:“Será que estamos de facto no bom caminho? Será que este progresso, não representa antes um retrocesso? Não estaremos nós, como defende José Saramago, a tomar o mau caminho e a deixarmo-nos levar por uma “máquina” que nos empurra a todos na mesma direcção?”
Os mecanismos de suporte do conhecimento e da informação sofreram um incremento de proporções excepcionais com a popularização da utilização dos meios tecnológicos informáticos. A “escrita”, ferramenta por excelência, apanhou a boleia e retirou dela as maiores vantagens. A produção de informação atinge, nos nossos dias, uma quantidade incapaz de proporcionar uma assimilação eficiente e de suscitar no “consumidor” uma consciência crítica e liberta.
Numa primeira análise, é perfeitamente legítimo olharmos para o mundo virtual da internet e perspectivá-la como uma ferramenta extraordinariamente útil na esfera da comunicação e informação.Numa perspectiva mais aprofundada, o “EPIC 2014” mostra uma visão muito sinistra do futuro da internet, um futuro onde somos observados a todo o momento (retirando-nos a privacidade a que temos direito).
A evolução deste mundo sintético, desde 1989, a criação da World Wide Web (www) até aos dias de hoje, tem-se vindo a revelar numa profunda dependência do homem face à “máquina”. Tornámo-nos numa espécie de “netaholic”.É esta correlação, que não nos deixa abstrair deste sistema que nos empurra a todos numa mesma direcção.É necessário perspectivar este cenário por cima, para que nos consigamos abstrair deste sistema e assim ser possível olhar para esta máquina como algo que nos manipula e que nos retira autonomia e liberdade.
Um dos grandes paradoxos aqui presentes, diz respeito ao facto de que o poder que a máquina possui, é da nossa inteira responsabilidade. São milhares de indivíduos como nós que todos os dias alimentam a máquina, através da informação que, eles próprios, lá depositam. Parece que estamos na era em que a máquina deixa de estar ao nosso serviço e nós passamos a estar ao serviço “dela”.

Aqui estão alguns exemplos de filmes relacionados com a temática abordada acima:



segunda-feira, 6 de abril de 2009

O potencial da blogosfera


Os blogues podem trazer conteúdos e informações que, de uma maneira ou de outra, são mais “autênticos” que os meios de comunicação tradicionais. Esta forma de comunicação assíncrona, ou seja, que decorre de forma intermitente e com diferença temporal entre os participantes, traz a mais-valia de gerar condições acrescidas de reflexão, pesquisa e integração com outras fontes de informação, o que facilita a aprendizagem e construção de conhecimento.
A utilização do blogue como recurso ou estratégia pedagógica, deve sempre ser pensada como um instrumento para aprofundar, ou explorar, determinadas temáticas relacionadas com os mais diversos assuntos, devendo encontrar-se estruturado de modo a tornar-se inteligível e de utilidade imediata tanto para o professor como, e principalmente, para o aluno.
Os conteúdos seleccionados para os blogues com finalidade pedagógica devem constituir-se como material de aprendizagem suplementar para serem utilizados efectivamente em contexto educativo. Uma das muitas vantagens dos blogues prende-se com o facto de o aluno ser incentivado a adoptar uma postura activa, como produtor de conhecimento, procurando conteúdos e links de interesse, desenvolvendo actividades propostas e tentando publicar documentos que podem e devem contribuir para o alargamento do seu conhecimento e dos seus colegas. Porque, mesmo mergulhados na existência de uma grande quantidade de informação como a presente na blogosfera, a informação somente se traduz numa mais-valia se for possível transformar a sua utilização em formas de conhecimento.
Nós, utilizadores da Internet, estamos a mudar a natureza da era da informação. Enquanto criadores/consumidores de conteúdos, caminhamos para uma nova democracia digital à escala mundial. Este novo sistema está a mudar a nossa percepção das coisas e do mundo, está a mudar a maneira como nos vemos a nós próprios.
A blogosfera é um mundo de produtividade e inovação que ainda está no começo. Milhares de mentes, que sem esta ferramenta provavelmente ficariam na escuridão e enclausurados no seu próprio mundo, podem agora contribuir para a sociedade global do conhecimento, sendo os blogues uma das muitas ferramentas existentes para nos ajudar na construção de um conhecimento global.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Dificuldades e soluções encontradas na criação do blogue

A primeira dificuldade com que nos confrontamos foi com a criação do próprio blogue, uma vez que a maioria do grupo não tinha conhecimento de como o fazer. Ultrapassada essa etapa, deparámo-nos com problemas na criação do perfil de cada elemento, na escolha do layout, na postagem de mensagens. No que concerne à elaboração dos diversos textos tivemos alguma dificuldade em concensualizar as várias perspectivas dos vários elementos do grupo. Com o auxílio da docente e de um dos elementos do grupo essas dificuldades foram ultrapassadas com sucesso.

Breve descrição do processo de crição de um blogue

A primeira coisa a fazer é aceder ao site do blogger. Clicamos no botão criar blogue. Nesta página preenchemos a informação que nos é pedida: o nome de utilizador, uma palavra passe, o nome a ser usado para assinar as mensagens inseridas no blogue e o endereço do blogue. O passo seguinte é escolher um template para o blogue, ou seja, o aspecto final. O blogger apresenta vários modelos para escolhermos. Clicamos no botão continuar e assim está criado um novo blogue.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Bem vindos!


Bem vindos ao nosso blogue. Este foi criado no contexto da unidade curricular de Tecnologias da Comunicação Educacional II para a elaboração do portefólio digital do nosso grupo de trabalho. Somos a Ângela, a Carla, a Sandra, o Domingos e a Xana. Esperemos que gostem do nosso trabalho e que seja interessante.
 
Educação. Design by Khaya. Illustraion By DaPino